25 de dez de 2008

Danílson Pires - Tributo a um Craque !


'Até o fim, o pássaro confiará em sua asas
e voará acima do abismo que o chama...
Até o fim, o pássaro aceitará o desafio e tentará o grande vôo
num obstinado e louco designío de voar sempre e eternamente pássaro.'

(poema Ritmo da Morte extraído do livro O pastor e sua Flauta de Daniel Lima)

2 comentários:

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  2. O misterioso projeto da vida, passa inevitavelmente pelo misterioso instante da morte.
    A grandeza de nossa inteligência diante do apelo do mistério é colocar-se diante dele em atitude de silêncio, porque nossa aceitação não brota extamente da inteligência, mas de nossa alma.
    E Deus se manifesta no espaço do silêncio interior, ELE nos fala pela voz do silêncio...

    Para alguns, a morte é inesperada e vista como um absurdo - falta nessas horas, a humildade de aceitar mais este limite que a realidade nos impõe.
    A transitoriedade é uma das características mais impressionantes de nosso existir, embora aceita com muita dificuldade pelo homem.

    Essa efemeridade, ao invés de tirar a alegria da vida e de viver, deve intensificar o valor dos instantes e valorizar mais intensamente as horas de cada dia e os instantes de cada hora que a vida nos oferece de forma maravilhosa.

    Marcada pela fluência do tempo, a nossa vida desenrola-se na cadência do ontem, do hoje e do amanhã.
    O espaço delimita o lugar exterior, onde corporalmente nos situamos uns em relação aos outros.

    Quem nos interioriza é o tempo, e é no registro dessa interiorização onde se tecem os fios mais importantes dos nossos encontros e desencontros - chegadas e partidas. Pois na dialética do tempo, são tecidas as grandes aventuras de nossa curta existência sobre à face da terra!

    O que há de extraordinário na amizade é que ela revela no amigo o que ele tem de único. Quando temos a felicidade de ter muitos amigos, cada um é único e insubstituível - os amigos são partes integrantes de nossa vida, compõem cada pedaço de nosso corpo existencial...

    Somente quando perdemos um amigo que nos é caro, de alguma forma nos é possível fazer a misteriosa experiência da morte.
    Nunca será possível reconstruir como será a nossa partida, porque é uma viagem sem retorno, mas a comunhão que a convivência produz, nos possibilita de alguma forma, sentir essa experiência através da morte de uma pessoa amiga.

    Por causa desta misteriosa comunhão que a amizade produz, uma luz especial ilumina a presença do amigo que a morte nos arrebata e transporta para as regiões silenciosas e desertas de um mundo inacessível.

    No silêncio do recolhimento, a imagem do amigo morto é mais que uma simples lembrança, é a própria presença!

    O amigo que se foi não vive apenas em nossa lembrança, ele participa da comunhão misteriosa do 'nós' que a amizade criou.

    Por mais que a morte seja uma separação dolorosa, a separação por excelência que nos afasta do cenário da vida, ela não destrói o mistério da presença do amigo.
    Porque há na amizade, uma exigência de imortalidade permanente.

    Assim Danílson, como uma sombra teimosa, você é uma imortalidade exigida e presente.

    Em todos os campos de sua existência você foi um grande campeão - um modelo de simplicidade, caráter, alegria, dignidade...
    Os princícios de companheirismo que nortearam os seus dias e o imenso amor dedicado a família, fizeram de você um craque imortal nos gramados da vida.

    Obrigado amigo, pelo imenso privilégio de sua convivência e que o Senhor Jesus esteja sempre contigo, te conduzindo e te iluminando por todo o sempre.
    George Arribas

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